sábado, 18 de setembro de 2010

As palavras que Jorge não vai ler.


Infelizmente, este é um texto que não será lido pela pessoa a quem dedico. Uma boa parte dos meus textos publicados em algum blog meu, tem um dedo desse cara. Ele era meu professor de redação e leitor dos meus escritos. Não só leitor, como "cutucador". Sempre tentando arrancar o número máximo de palavras da minha mente. Afirmava que eu sempre deveria falar. Independente do assunto, o importante era botar pra fora. E pôr em prática principalmente a escrita, pois segundo ele, eu tinha o dom para tal coisa. Se eu tenho, eu não sei. Mas só sei que aprendi muito com ele. Aprendi a lidar com pessoas de temperamentos difíceis (ele foi um exemplo), a escrever sobre as situações inesperadas do coração, a organizar as minhas ideias que são muitas e bagunçadas na mesma intensidade da quantidade... Enfim, obrigada por me dar um empurrão para dentro do reino das palavras. E tenho certeza, Jorge, que se você pudesse me contar como seria a "vida" depois de morto, que você viria com algum comentário ácido e irônico, fazendo com que eu libere aquele riso que você sempre tirou de mim com suas palavras. Espero que continue fazendo essa cara para todos os argumentos que você escute por aí. Afinal, se você não cutucar alguém, não será você.

3 comentários:

. disse...

É impossível não lembrar das suas aulas, e do quanto ele se dedicava a fzr aquilo, e a defender o que acreditava! Lembro da aula sobre cultura baiana, linda!
Vai fazer falta no reino dos mestres. E você, expressa tudo divinamente bem!
Paz e luz!

Alex Pitta disse...

Ele foi um dos caras que me ensinou a 'pegar por desvios'. E tenho orgulho disso.


Ele sabe, mesmo a noite descansando seus incansáveis olhos. ;)

Elen Silva disse...

Alguém que me ensinou a enxergar as várias faces que o mundo tinha para me mostrar e eu nunca quis ver.

Grande Jorginho, que parta na Santa Paz de Jáh!